Sobre
Já estive dos dois lados da mesa de demissão.
Eu saí do modelo corporativo depois de anos dentro dele. Trabalhei em desenvolvimento de pessoas, conduzi processos de mudança, sentei nas reuniões em que se decide quem fica — e nas conversas em que se comunica quem sai.
Foi lá que entendi o que a psicologia organizacional, sozinha, não alcança: o sofrimento no trabalho quase nunca está no indivíduo isolado, e quase nunca se resolve com uma ação de engajamento. Ele está na estrutura, nas relações de poder, no sentido que se perdeu no caminho.
Hoje faço as duas coisas, sem confundir: escuto clinicamente, na psicanálise, profissionais que já não conseguem nomear o que os move; e ajudo empresas a ler o próprio risco psicossocial com critério, não com campanha.
Recuso o teatro do bem-estar. Não porque o cuidado seja dispensável — mas porque cuidado sem estrutura é só uma promessa mais elegante.
Formação e atuação
- Psicóloga — CRP 06/104780
- Clínica de orientação psicanalítica
- Pós-graduação em Saúde Mental e Desenvolvimento Humano
- Certificação Internacional Chief Happiness Officer + ESG
- Anos de atuação em RH e desenvolvimento humano em ambiente corporativo
- Consultoria em risco psicossocial e adequação à NR-1
Nomear o que dói é o começo da decisão.
O trabalho começa aí